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ONDE ATUAMOS


 

» Paraisópolis

A Comunidade de Paraisópolis está localizada no Distrito de Vila Andrade, na Região sudoeste do município de São Paulo, e ocupa uma extensão de 800.000 metros quadrados. De acordo com o Levantamento da Secretaria de Habitação - 2005, a comunidade possui 55.550 habitantes, mas atualmente, segundo lideranças locais, esse número subiu para 80 mil pessoas, numa média de 3,7 pessoas para cada moradia. Desta população, cerca de 18.618 são crianças e adolescentes. Sobre a renda dos moradores, temos o seguinte quadro: 40,27% ganham menos de três salários, e 12,27%, menos de um salário mínimo.

 

Em relação à infra-estrutura das habitações de Paraisópolis, há certa variação: as casas mais numerosas são de alvenaria (83,33%), e as demais, de madeira ou papelão; a maioria possui um único cômodo, mas algumas mantêm uma laje para aumentar o espaço, e nestas moram geralmente mais de duas famílias; somente os domicílios localizados nas vias oficiais possuem abastecimento de água e rede coletora de esgoto, os demais são abastecidos de forma clandestina; quanto à energia elétrica, as casas possuem instalações precárias e muitas vezes clandestinas.

 

» Moinho da Luz

"Escondida" do resto da cidade, a favela do Moinho se espreme entre duas linhas de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), embaixo do viaduto Orlando Murgel, no cruzamento da rua Elias Chaves com a avenida Rio Branco. É em plena região central, nos Campos Elísios que temos contato com uma realidade sub-humana de vida.

 

Na Favela do Moinho, a pouco mais de 1 km do Sambódromo e de luxuosos hotéis da Capital. A favela além de estar encravada entre dois conjuntos de linhas de trem, abriga ainda ruínas de um prédio de 6 andares, completamente deteriorado, onde "vivem" centenas de moradores. Miséria e sujeira são sinônimos para se identificar as vielas do local.

 

Neste espaço vivem aproximadamente 700 famílias, morando em barracos adaptados de papelão e madeira, sem qualquer recurso básico de luz, água encanada ou sistema de esgoto. Moram no meio do lixo e dele se utilizam. Em sua maioria são ex-moradores de rua ou ex-presidiários que vivem nesta situação de extrema miséria e degradação da vida humana.

 

» Cortiços do Centro

Cortiço também é definido como "Habitação Coletiva Precária de Aluguel". É uma moradia coletiva multi-familiar que apresenta as seguintes características:

 

- Ser constituída por uma ou mais edificações construídas em lote urbano, com ocupação excessiva;

- Ser subdividida em vários cômodos conjugados alugados, sub-alocados ou cedidos qualquer título, sem proteção da legislação vigente que regula as relações entre proprietários e inquilinos;

- Ter várias funções exercidas no mesmo cômodo;

- Ter acesso e uso comum dos espaços não edificados, de insta­lações sanitárias (banheiros, cozinhas e tanques) e de instações elétricas;

- Ter circulação e infra-estrutura precárias;

- Superlotação de pessoas em geral.

 

As famílias ocupantes desse tipo de moradia continuam sem ter direito à cozinha, a banheiro próprio, ao uso do quintal e à água canalizada, e são obrigados a fazer do único cômodo que dispõem sala, quarto, cozinha e banheiro.

 

Segundo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), cerca de 600 mil pessoas moram em cortiços em São Paulo, sendo a maior parte na região central.

 

Não obstante, as casinhas do cortiço, à proporção que se atamancavam, enchiam-se logo, sem mesmo dar tempo a que as tintas secassem. Havia grande avidez em alugá-las; aquele era o melhor ponto do bairro para a gente do trabalho. Os empregados da pedreira preferiam todos morar lá, porque ficavam a dois passos da obrigação. Trecho do livro "O Cortiço", de Aluízio de Azevedo, escrito em 1890.

 

Fonte: "Cortiços e Reestruturação do Centro Urbano de São Paulo, Habitação e Instrumentos Urbanísticos", tese de Andrea Piccini, USP, março 1997.

 

 

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